E se eu fosse um “bicho”?

 

“Loucurando” em algumas inutilidades resolvi atrapalhar inocentes que se satisfaziam num  modesto restaurante fazendo um “fast answer” a respeito de comparações de animais racionais  com alguns  irracionais. Não no teor intelecto social, seria uma covardia sob certos aspectos a favor dos desprovidos incongruentes, mas sim a despeito da sua pelagem amplamente mais vistosa e exuberante do que a pelada camada fosca do ser pensante.

Mostrei no tablet uma foto imponente para três exemplares humanos e perguntei se os chamasse de urso polar qual seriam suas reações. Todos foram unânimes em declarar que sentir-se-iam robustos e pujantes.

Então mostrei a figura de uma ave vermelha e questionei se eles fossem índios, qual sentimento se os xingassem de Taquiri do Mangue. A resposta sensível foi um sentimento nobre de liberdade.

E se suas etnias tivessem origens orientais e lhes assemelhassem com uma Eunectes Noteus (sucuri amarela – by Netgeo)? Os olhos arregalaram e os peitos estufaram numa sonora devolutiva: astutos e poderosos.

Aí puxei imagem de um gorila forte e dominador, porém nem precisei me alongar porque um deles já foi resumindo: se perguntar nosso sentimento já vou dizendo, troca o bicho. E gargalharam aos pulmões pandos.

Pelo menos nesta animada pesquisa o discriminado foi o macaco.

 

 

Brazucas o que sobra é a caveira e esta tem uma só cor.

Papo de Bar

 

Papeando hoje num boteco no condomínio onde moro, quatro camaradas e eu (três conhecidos mais um gringo germânico que mal falava português, mas arranhava).

Naquele atencioso momento Tony Litle Boy discursava seu blá bla blá na caixa fina.

A prosa rolava morro abaixo regado com risadas largas enquanto o Werner, o alemão, boiava e ria ao mesmo tempo.

Em dado momento, etilicamente politizados, começamos a versar sobre o tema em quem, como e qual intuito de votar nos cardumes partidários.

Eu cheio de dedos expunha minha versão sobre votos brancos e nulos no mesmo momento que Marcos atravessava o pregatório  afoito e dispunha sua razão em votar no fulano para não privilegiar ciclano,

Já Jorge sem ouvir nada do que ecoava declarou que votaria em ciclano para beltrano se ferrar.

Naquele momento eu já voava em outro plano falando sobre teoria da conspiração.

O único detalhe comum entre nós eram os copos sempre cheios.

Werner tentando associar tudo aquilo finalmente falou, ou tentou: “Amigas no minha cabeça brasileiro vota na candidato non  porque é bom mas pra ferra o outro. E a Brasil  como fica depois?”

Olhamos um para a cara do outro por eternos cinco segundos quando, sem qualquer pudor, Januário inspirou-se e bradou: caraca mermão o Vascão empatou. Vocês viram?”

 

 

É brazuca, é por aí.

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